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sábado, 7 de maio de 2011

" Se desapareço é porque talvez me cansa tanto, me deixe triste, e até desejando um fim, e quando de tristeza desejo também um centro estou de volta às palavras , ao corpo, à dança, ao estrépito dos gestos com os dedos e os punhais(de ira ou de ira, não sei ainda). Você vê os outros, que só pulam e que só crêem? Eles crêem saber e rodopiam inconscientes de prazer, e pedem centro aos que centros lhe pedem. Mas eu não sei ainda, e é por isso que você pra mim me faz sentir mais calmo e verdadeiro e ir só dizendo, sem representar o centro no centro e pedir fogos e flores. Você não sabe também, não é? Reze então, reze pelos prisioneiros, olhe ali para as luzes, não precisa crer nisso não, olhe só e abra seus olhos e volte para que a minha tristeza também se fale sem muita dança, e para que eu veja um rosto de carne e aprenda também. "
(Ana Cristina Cesar)


e pausas dramáticas não-ensaiadas.


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