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sexta-feira, 20 de maio de 2011

" Quem poderá fazer aquele amor morrer, se o amor é como um grão? Morre, nasce trigo. Vive, morre pão. "
(Drão, Gilberto Gil)


Hoje as sequências ditas 'lógicas' estão situadas nas dúvidas.
Ou... Ou... Ou... Ou...
O SE talvez não me caiba mais. Talvez nem se encaixe nos seus momentos também, e por isso eu deixo o espaço para as conjecturas impossível, lógicas.
Paradoxos, antíteses, aliterações (quando necessárias). Suas palavras e vozes me torcem os pensamentos de uma maneira singular, e dói demais pensar na razão dessa sensação. Em algum momento, por estratégia de defesa ou não, eu te direi que não dá, que hoje não dá.
Não passarei pelo amor próprio tão dolorosamente construído, para ver um sorriso seu. As vezes nem compensa. Mas o que compensa afinal?
Só sei que fico sentada e lendo essas páginas rosas e brancas na esperança de ativar o meu sorriso. Inventar uma conclusão e viver no conforto dela.
Eu não quero, preciso.

Nem eu entendo o que escrevo, já acho normal até.
Enfim... ou não.

domingo, 15 de maio de 2011

PRA VOCÊ :D

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão ♪

Com sua licença, Chico.

sábado, 7 de maio de 2011

" Se desapareço é porque talvez me cansa tanto, me deixe triste, e até desejando um fim, e quando de tristeza desejo também um centro estou de volta às palavras , ao corpo, à dança, ao estrépito dos gestos com os dedos e os punhais(de ira ou de ira, não sei ainda). Você vê os outros, que só pulam e que só crêem? Eles crêem saber e rodopiam inconscientes de prazer, e pedem centro aos que centros lhe pedem. Mas eu não sei ainda, e é por isso que você pra mim me faz sentir mais calmo e verdadeiro e ir só dizendo, sem representar o centro no centro e pedir fogos e flores. Você não sabe também, não é? Reze então, reze pelos prisioneiros, olhe ali para as luzes, não precisa crer nisso não, olhe só e abra seus olhos e volte para que a minha tristeza também se fale sem muita dança, e para que eu veja um rosto de carne e aprenda também. "
(Ana Cristina Cesar)


e pausas dramáticas não-ensaiadas.