sábado, 29 de janeiro de 2011
Sobre um ligeiro pensamento.
é a falta do que passou... mais ainda, do que vai chegar!
Eu, hoje, tive a NECESSIDADE de escrever. NECESSIDADE em maiúsculo mesmo. Perdi-me pensando esses dias que a falta que eu sinto de algumas coisas atualmente fazem parte do que eu sou. E precisava desabafar...
Não tem jeito! Quando alguém entra na sua vida, tem que deixar um resquício. Uma consequência. Uma saudade. E vejam que eu falo de amor! Propriamente dito.
Acho tão lindo quando me olho no espelho e vejo que sou cópia fiel da minha mãe. Mais bonito é poder abraçar ela todos os dias, senti-la, senti-la, senti-la... Ver que ela me formou uma mulher. Com personalidade única! Mas repleta de sua genética, de suas manias e talentos. Gostoso não precisar dizer que ela não faz mais parte do meu cotidiano. Porque ela faz.
Mas e quem passou? Agora sim. Acho que falo de outro tipo de amor. Aqueles que passam. Mas deixam lembranças que atormentam. Principalmente quando não deixam de estar vivos. Quando um cheiro, uma foto ou uma música trazem uma avalanche de memórias pra bem pertinho de você. O ser humano pode viver sempre novas experiências. (Isso se o verbo mais conveniente não é "deve" viver sempre novas experiências). O problema é deixar o passado ali, como roupa guardada na gaveta. E se um belo dia ele resolve criar vida, implorar pra vestir seu corpo? Como você fica? Como você diz 'não' pra tudo que sentia? Pior ainda: e se você não quer dizer não?
Eu estou confusa. Posso ter acabado de confundir você também. A questão é que não posso mais esconder minhas verdades. Elas podem ser complexas, mas a meus olhos são tão lindas, tão encantadoras... Vejo que contruí uma história e vejo, mais ainda, que tenho obrigação de lhe dar continuidade. Abrindo espaço pra FALTAS (essas também em maiúsculo). Dando introdução a alguns capítulos e concluindo outros.
Pra finalizar, e pra o capítulo que eu gostaria de introduzir na minha vida neste momento, sem mais me espelhar no passado, eu me utilizo das palavras de Cazuza ... ao compor essa letra, talvez ele precisasse dizer pra alguém o que eu quero dizer now :
" Teu corpo com amor ou não. Raspas e restos me interessam! (...) Eu tô pedindo a tua mão, me leve pra qualquer lado. Só um pouquinho de atenção pra um maior abandonado. "
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Lembra que o plano era ficarmos bem? ♪♫
É da reincidência dela que não sinto falta.
Já me questionei varias vezes o porquê de ser tão insegura. O porquê de não conseguir acreditar em alguém, de achar que sempre há uma farsinha por trás, um riso no canto da boca, no fim de cada frase. Tento ao máximo dar o tão pedido votinho-de-confiança; dou e me arrependo, através de olhares e pensamentos calados. E a mudança, entra quando na história? E o psicólogo, entra nessa história?
(risos) Me perguntei isso hoje pela manhã.
Pensei que esse seria um espaço de confissões. E percebo que as minhas, aquelas traiçoeiras, são minhas e de mais ninguém. As vezes não entendo o porquê de “ter” sempre que postar algo aqui, mas simplesmente posto. Quero mostrar a algum outro maior-abandonado-de-respeito que ele não está só. Não esta só em frente ao seu computador, dentro do seu quarto de paredes tortas e roupas dobradas.
Esses meus textos são todos misturados. Não gosto de seguir uma linha lógica nos meus escritos próprios, já que eles falam por si só, nas entrelinhas. Mas me preocupa saber se lerão isso aqui com a intensidade devida. Cuido do que me convém, mesmo sabendo que é normal ter várias versões do que é dito sagaz e coerente.
Isso é normal? Sentir aquilo é coerente?
Ah, se eu ganhasse uma moeda por cada vez que alguém pensa que eu exagerei...
Mas não pense que sou infeliz. Não, sou satisfeitíssima, é que algumas interrogações aparecem no meio do caminho, como pequenas pedrinhas vermelhas e azuis.
Lumena Cortez.