sexta-feira, 17 de junho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
“o mundo é azul, qual é a cor do amor? O meu sangue é negro, branco, amarelo e vermelho.“
As possibilidades... Cazuza você me inspira a tentar tudo e nada. A sair dessa cadeira e conversar, contar o segredo trancado e ser capaz de enxergar a maldita semelhança que tanto me atormentou hoje a tarde. Será mesmo que o ciclo está continuando em mim? Tanto que eu não queria... Tanto pedi por diferença em palavras, será que no comportamento eu não vou sair ao padrão? Não, por favor, não me deixe aqui. Segure a minha mão (e você, Raimundo Fagner, canta os meus males todo dia nesse cotidiano doloroso - não vem ao caso).
Não, não pode ser. Passei quase um ano aprendendo que o determinismo biológico não tem nada de decisivo, que existem outros fatores influentes na construção de uma identidade: cultura e coersão social, por exemplo. Também não quero tomar como absoluto a influência do meu meio na minha subjetividade, quero fugir a esse comportamento esperado. Anseio por isso, desejo. - Se os erros que cometem me faz crescer? Eu até diria que sim, mas hoje não consigo absorver metade do que me é aprendido com experiência de vida, aparentemente...
Quantas reticências! Quanto sentido de continuidade, quantos “quantos”! E quantos momentos como esse poderei agüentar? Como poderei entender o que é melhor para mim, se eu continuar nessa tentativa de persistir numa relação?
Vae Solis! Ai de mim sozinha, tem pena d’eu. Pena para que? Pergunta a minha esquizofrenia. Para que querer uma mão passada levemente nos cabelos soltos? De que vale um olhar de compaixão? Pensamento.
Procurar por outra alternativa, José! A situação requer novos mares e peixes mais frescos, de preferência com o cheiro bem forte e um gosto nunca antes experimentando. Quero o hedonismo, o quebrar-a-cara de vez em quando, quero o viver. E de repente, assim eu possa entender o que agora me falta.
(Créditos musicais ao sempre presente Cazuza, "Só Se For A Dois").